Maio 8, 2007...12:45 am

Alguém já ouviu falar de um número ser censurado?

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Esse é o número da discórdia e a última das manias entre os blogueiros mundo afora. Publicar um artigo em protesto à essa censura. Eu não vou ficar de fora dessa e aparentemente nem 1,7 milhões de sites até o presente momento. O que parece não fazer o menor sentido é na verdade uma das maiores descobertas dos hackers nos últimos anos. Esse numerozinho mágico é a chave de criptografia do HD-DVD. Com ele é possível assistir à filmes sem ter de pagar royalties para os criadores da tecnologia.

E o que isso interessa para você? Na verdade muito pouco, principalmente se você usa um cópia pirata do Windows no seu computador. Se esse é o caso você já está violando os direitos reservados da tecnologia juntamente com uma penca de outros por ter pirateado o sistema.

Então para que serve essa merda? Bom… para programadores poderem criar softwares que rodem tanto em computadores quanto em aparelhos de DVD comuns ter de se submeter às barreiras do direito proprietário sobre a tecnologia de leitura e processamento de imagens dos DVD’s.

Isso é certo? Não faço idéia. Mas sei que para variar, o que era para ser um mero burburinho limitado à um monte de nerds viciados em matemática e lógica de programação, já se espalhou para a incrível marca supra-citada. Tudo culpa dos advogados que entraram na justiça para tirar do ar sites que, ao noticiarem o fato, incluíram o maldito número no artigo. Veja você no que deu: até o Liniers entrou no protesto.

E não pára por aí. Esses números são valores hexadecimais, um tipo de chave de código muito comum em programção. Tão comum que, na hora de criar padrões para a definição de cores no webdesign, foi nisso que o W3C se baseou, criando os tripletos hexadecimais.

Ahn, cores? É! Cores! Para definir o branco do fundo desse blog por exemplo, usamos o valor “#FFFFFF”, já o verde dos links é definido por “#6BB300″ e assim por diante. Eis que um cara teve a sensacional idéia de transformar os valores da criptografia em cores e criar uma camiseta com as “cores proibidas”.

Para informações técnicas e fofocas sobre a repercussão, veja o artigo do MeioBit.

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