Março 30, 2007...1:12 am

Ah, Brasília…

Ir aos comentários

collor1.bmp

O PFL, expressão máxima do clientelismo na política brasileira, nasceu como filhote do PDS que, por sua vez, veio das fileiras da ARENA, a institucionalização partidária da ditadura militar.

O ex-vice-presidente Marco Maciel, o coronel Antônio Carlos Magalhães, o escravocrata Inocêncio de Oliveira, o violador do painel do Senado José Carlos Aleluia e Jorge -”vamos acabar com essa raça”- Bornhausen, como todos sabem, são alguns dos nomes mais proeminentes que faziam parte da sigla.

Faziam, com o verbo no passado, pois o Partido da Frente Liberal não existe mais. Agora são todos Democratas.

Pois é, Democratas. Esse, por mais ofensivo e irônico que soe àqueles que possuem um mínimo de senso histórico e conhecimento acerca da política do país, é o nome do mais novo partido político do Brasil.

(O link aí de cima é só a título de informação. Evitem o constrangimento de clicar e ler frases como “O PFL nasceu da rebeldia e do destemor” ou “PFL: Equilíbrio e Moderação”)

Rodrigo Maia, que segundo Xico Vargas deve seu mandato de Deputado Federal graças às milícias atuantes na “comunidade” de Rio das Pedras, é o primeiro presidente do DEM. A intenção é mostrar um partido com perfil jovem, preocupado com as novas manifestações do espaço político nacional.

No fim das contas, quem melhor resumiu essa “revolução” no fisiologismo da política brasileira foi Chico Caruso, que afirmou sabiamente:

DEM? Só pode ser mesmo um partido DE M…

(A foto que ilustra o post não tem, à primeira vista, nada a ver com o assunto tratado. Mas vocês não têm a impressão de que o “caçador de marajás” anda substituindo os supositórios de cocaína – que seu próprio irmão acusou-o de fazer uso – por supositórios de botox?)

4 Comentários


Deixe uma resposta