Achei o filme novo do Bond uma merda. Ele apanha, apanha, apanha, é envenenado, apanha mais e ainda por cima se apaixona. Não fazia sentido nenhum até virem me explicar que, na realidade esse filme foi baseado no primeiro livro da série de Ian Fleming e a história explica o porquê dele ser como é. Achei uma merda mesmo assim. Inclusive os produtores do primeiro filme também devem ter achado, senão Sean Connery teria protagonizado Bond nesse filme há 40 anos atrás.

Bom mesmo é o Casino Royale paródia que além de ser engraçado até não poder mais, conta com um elenco que dá de mil nesse loirinho paraíba que essa produção arrumou para viver o espião nas telas. A história beira o absurdo: James Bond está aposentado e é reconvocado pelo MI6 pois descobre-se que há uma série de agentes fazendo-se passar por ele. Partindo da premissa que ele é um agente secreto, os impostores não necessariamente têm nada a ver com o original. Os dois principais impostores – e protagonistas do filme – são nada menos que Woody Allen e Peter Sellers (o Inspetor Closeau de A Pantera Cor de Rosa) entre outros.
Quanto às Bond-Girls, bem, o filme é um verdadeiro desfile, ao contrário dos filmes sérios protagonizados por 007, onde só há espaço para duas. Dentre elas, Ursula Andress – que já havia ou ainda iria ser uma Bond-Girl nos braços de Connery, Debora Kerr que já deve estar morta e enterrada e uma gostosíssima Jacqueline Bisset encarnando a Srta BelasCoxas (Ms GoodThighs).
Esse filme definitivamente serviu de base para Mike Myers e seu “agente nada discreto” Austin Powers, mas tanto pelo escracho quanto pelo elenco, Mr Powers não chega aos pés de Casino Royale. Mesmo com a Liz Hurley.
13 Comentários
Janeiro 8, 2007 às 11:14 pm
Tanto o Peter Sellers quanto o Woody Allen tinham vergonha desse filme. O Sellers ficou tão puto que largou as filmagens no meio (ele queria interpretar um James Bond “sério”, mas o diretor não deixou). O Woody Allen passou seis meses jogando baralho e escrevendo num quarto de hotel em Londres até ser chamado pra filmar meia dúzia de cenas, depois saiu do set direto pro aeroporto, sem nem tirar o figurino.
O novo ainda não vi, mas aposto que é bom.
Janeiro 9, 2007 às 12:27 am
eu achei o filme novo sensacional. mas como o guilherme adora discordar de mim, acho que ele não vai gostar, só de pirraça. e ainda vai dizer: “você não entende nada de cinema”. muito previsível.
Janeiro 9, 2007 às 4:16 am
já diz a minha irmã: gosto é que nem cu, cada um tem o seu. gosto muito do woody allen, mas gostar das mesmas coisas que ele gosta, bem… jamais comeria minha filha adotiva (não que eu tenha uma). e o sellers, bem… rolou um filme biografia dele por aí. esse sim era “normalzão”
Janeiro 9, 2007 às 10:15 am
Você achou o filme sobre o Sellers ruim? Achei legal, nada normalzão. O cara interpreta uns cinco personagens.
Janeiro 9, 2007 às 10:53 am
pois eu gostei muito, sr. hormônio. o primeiro livro é bem bacana e o filme mostra um bond mal, muito mal. do jeito que a galera gosta. chega de 007 papagaiada, né? o espião de verdade do fleming mata a sangue frio, po!
beijão
Janeiro 10, 2007 às 1:28 am
Sou fã da série 007 e também no gostei deste Cassino Royale. Eu li o livro, acho até que tentarma “resgatar” um pouco do espírito original, mas simplesmente nao conseguiram. Tem um James Bond mau que nem o pica-pau e arrogante até dizer chega e só. E eu tambem gostei do Cassino Royale de 1967. O filme é uma grande palhacada mesmo e até acredito que o Peter Sellers tenha ficado puto ao filmá-lo, mas já naquela época nao dava para levar o James Bond muito a sério mesmo…
Janeiro 10, 2007 às 10:39 am
a paródia é, por definição, uma zombaria do original. como zombar de uma parada escrachada, sem fazer “mais do mesmo”? o protagonista já é canastrão. seus vilões são, ora um anão, ora um gigante com super-dentes. é muito difícil deturpar isso, comicamente. um james bond sério, seria uma perda de tempo. por isso, o cassino royale de 67 e o austin powers são o que são: uma espécie de homenagem à série, prestada por linhagens de artistas de comédia. o que constitui um pastiche.
mas, tudo bem, estou falando a grosso modo. as definições são fluidas. pastiche e paródia não são assim, preto no branco.
Janeiro 10, 2007 às 7:30 pm
O James Bond “sério” que o Sellers queria, pelo que mostra a tal cinebiogafia dele, era só o James Bond do Sean Connery, não uma espécie de Bond-cabeça. Ele queria ser o novo 007. Tudo bem que nessa época ele tava meio desequilibrado, mas, enfim…
Vi o novo ontem. Achei excelente. James Bond + Eva Green + pôquer = não tem erro. Fala-se muito na violência, mas, fora a cena do aeroporto (que parece um filme do Bruce Willis), não é nada que os outros Bonds não fariam.
E esse tem um humor diferente, que não lembro de ter visto em nenhum outro filme da série: ele ironiza o estereótipo do 007. Um Bond que é confundido com um manobrista, não liga se o martini é mexido ou batido e não sabe distinguir um smoking decente de um vagabundo (sem falar na melhor piada do filme, a que ridiculariza os nomes das Bondgirls: “Ms. Broadchest”).
Mas lembremos que esse é o “primeiro” filme do Bond, ele ainda está aprendendo esses detalhes da vida de agente secreto (“sempre peça seu martini batido”, “sempre arrume um tempo pra comer a vilã” e, claro, “nunca confie em ninguém”). Não é por acaso que só no fim do filme ele ganha o direito de se apresentar com a frase clássica e a música-tema.
Janeiro 12, 2007 às 9:33 am
O Guilherme falou tudo.
Mas que não dá pra engolir esse pedreiro judeu comendo a Eva Green em nome de sua majestade, não dá.
Além, do mais, o cara tem a maior pinta de ser nanico. Sou mais o Clive Owen.
Janeiro 13, 2007 às 8:54 pm
caralho, três dias depois de deixar um comentário, me liguei no erro bizarro de português que eu cometi. era MAU, muito MAU.
mal aê, foi o cansaço.
bjs
Janeiro 14, 2007 às 10:12 pm
eu tinha notado, mas preferi deixar quieto em nome da nossa amizade
Janeiro 18, 2007 às 1:46 pm
Eu quer muito ver essa versão tosca com o Sellers e o Allen.
Deixa de ser chato, Pedro. O filme “a nível de” James Bond é legal. Mostra como aquele mané que não tinha o 00 se tornou o classudo Sean Connery depois. Só foi foda de engolir aquela perseguição nos guindastes no começo, mas faz parte…
beijocas
Janeiro 18, 2007 às 1:47 pm
que fonte tosca é essa que transforma zeros em o minúsculo?
ah, e é “eu querO ver”… comi uma letrinha hehehehe