Novembro 30, 2006...7:57 pm

Anarchist Cookbook

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Anarchist CookbookFazendo uma limpeza nos meus back-ups, achei o Anarchist’s Cookbook. Está em um documento de Word com 293 páginas de manuais e artigos sobre como construir bombas, hackear computadores e telefones, cometer fraude de cartão de crédito e outras cositas más num compêndio de 219 entradas. E veja bem, eu baixei isso da internet há uns cinco anos!

Em Tiros em Columbine, de Michael Moore, há uma cena em que um garoto descreve ter sido apontado como serial-killer em potencial pois possuía uma cópia do Anarchist’s Cookbook. Qual não foi minha surpresa.

O mais impressionante do livro não são as receitas de produtos químicos e bombas, nem as instruções sobre como montar circuitos para implantar escutas telefônicas e muito menos as maneiras de se drogar fumando casca de amendoim ou de banana cozida. As partes mais impressionantes são as que a engenharia social atua como meio para se obter o objetivo, como nas fraudes de cartão de crédito por exemplo. No artigo é descrito como deve-se entrar em contato com um alvo alegando ser da operadora de cartões de crédito e quais perguntas devem ser feitas para conseguir as informações necessárias para cometer a fraude.Em seguida é o lugar da entrega sobre o qual se descorre longamente falando-se de diferentes tipos de locais que podem ser alugados sem comprovação de identidade ou como convencer alguém de que sua emconmenda caiu na casa errada por engano dos correios ou da FedEx.

Em outro artigo, Jolly Roger narra uma descoberta de um fanático por telefones do estado americano da Virgínia. Basicamente, após vasculhar uma série de números com o mesmo prefixo, descobriu que todos os números exceto um não existia.

Segue-se o diálogo:

“Telefonista. Posso ajudá-lo?”
“Sim. Qual o número daí?”
“Que número o senhor ligou?”
“[número qualquer]
“Perdão senhor, esse não é o número daqui.”
Clic.

Novamente ele se valeu do conceito de engenharia social para conseguir informações.

“Telefonista. Posso ajudá-lo?”
“Sim, sou da companhia telefônica. Estou testando essa linha e não consigo achar nenhuma identificação do seu circuito. De onde é?”
“Que número o senhor ligou?”
“Não liguei para número nenhum, estou tentando identificar este circuito!”
“Desculpe, não posso ajudá-lo.”
“Moça, se não conseguir identificar o circuito, terei de cortar a linha.”
“Só um momento”
Um minuto depois, a telefonista volta.
“Senhor, eu vou passar seu contato para um superior. Poderia me dar seu número, por favor?”
Ele havia antecipado essa pergunta e prontamente deu-lhe o número do orelhão.
“Sr. XXX já irá ligar para você.”
“Obrigado.”
Ele desligou o telefone que tocou imediatamente.
“Deus,” pensou, “Eles não estavam querendo saber meu número, estavam confirmando!”
[isso em uma época que BINA não era para qualquer um]
“Alô.”
“Aqui é o Sr. XXX. Você acabou de ligar para meu escritório sobre um problema no telefone?”
“Sim, preciso de uma identi–”
“O que você precisa é de um bom conselho. Nunca ligue para este número novamente. Esqueça que você jamais o soube.”

Mais tarde o fanático por telefones pediu a um parente próximo que tinha contatos no governo para sondar de onde o telefone poderia ser. Este lhe retornou puto da vida, dizendo que a tarefa quase lhe custara o emprego e que o número era do abrigo anti-bombas do presidente.

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