Novembro 12, 2006...12:26 pm

D. H. Rumsfeld

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RumsfeldEjetado do cargo depois da surra levada pelos republicanos nas eleições de semana passada, o ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld vai deixar saudades na imprensa americana – e não só por ser uma fonte incessante de más notícias sobre o Iraque.

Rumsfeld fazia a alegria dos jornalistas que cobrem o Pentágono com o humor involuntário de suas coletivas, repletas de digressões, platitudes e evasivas destinadas a evitar toda e qualquer pergunta comprometedora.

Para celebrar o fim de uma era, a Slate compilou o melhor do pensamento rumsfeldiano, em forma de poesia. São transcrições literais de pronunciamentos e entrevistas do ex-secretário, que, agrupadas em versos, compõem uma obra poética originalíssima, que em nada deve à de seu xará mais famoso no mundo das letras.

Há intrincadas meditações metafísicas…

The Unknown
As we know,
There are known knowns.
There are things we know we know.
We also know
There are known unknowns.
That is to say
We know there are some things
We do not know.
But there are also unknown unknowns,
The ones we don’t know
We don’t know.

… bucólicos testemunhos sobre o mundo moderno…

The Digital Revolution
Oh my goodness gracious,
What you can buy off the Internet
In terms of overhead photography!

A trained ape can know an awful lot
Of what is going on in this world,
Just by punching on his mouse
For a relatively modest cost!

… e, na minha preferida, Rumsfeld, em meio aos caóticos meses que se seguiram ao 11 de Setembro, busca nas memórias de infância a metáfora para descrever a inglória luta contra terroristas sem rosto:

Glass Box
You know, it’s the old glass box at the—
At the gas station,
Where you’re using those little things
Trying to pick up the prize,
And you can’t find it.
It’s—

And it’s all these arms are going down in there,
And so you keep dropping it
And picking it up again and moving it,
But—

Some of you are probably too young to remember those—
Those glass boxes,
But—

But they used to have them
At all the gas stations
When I was a kid.

5 Comentários

  • grande donald.

    nos anos 80, eu perdi muita moeda de cruzeiro com essa maquininha no shopping da gávea.

    tem nome em português?

  • Demais essa… Dei a dica lá no Tordesilhas…

  • acho que essa maquininha não tem nome nem em inglês. o rumsfeld gastou um poema inteiro procurando uma definição e não conseguiu.

  • a new yorker colocou no ar uma série de boas matérias sobre o homem. confiram lá:

    http://www.newyorker.com/

    tem um perfil da biógrafa dele, uma descrição do último encontro com um velho amigo que trabalha no pentágono, e uma ótima sobre a carreira dele na luta-livre universitária:

    “Among his Princeton teammates, Rumsfeld had earned a reputation for quick takedowns. He was an avid practitioner of the fireman’s carry. (’You actually picked the man up off the mat, like a fireman carrying somebody out of a house,’ Harvey said. ‘And then there was this spinning motion you’d do, where you’d chuck him over your head and bring him down to the mat.’) But, amid the tougher competition at the Easterns, Rumsfeld stood out for his superior conditioning and his fierce determination; he was relentless, a bulldog.”

  • então quer dizer que hugo chávez, o chefe de estado mais engraçado do mundo, passou raspando quando, recentemente, se referiu a rumsfeld como “o cérbero do Império”. era um bulldog, foi por pouco.


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