Outubro 23, 2006...10:23 pm

Sabre de luz – nova videoconferência da Cisco Systems

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telepresença

Não tarda a chegar o dia em que reagiremos aos assaltos cotidianos usando nossos sabres de luz. É a conclusão a que conduz o novo lançamento da gigante da eletrônica Cisco. A empresa coloca no mercado em dezembro uma espécie de segunda geração dos hologramas de Guerra nas Estrelas. Aqueles em que Obi-wan aparecia, cheio de chuvisco, e deixava no ar algum enigma pra você aí, vestido de Chewbacca, tentar decifrar.

É o advento da telepresença, que pretende decretar o fim do suor frio e das tremedeiras dos executivos que têm medo de avião: nada menos do que um sistema capaz de integrar imagens de duas salas de reunião separadas, unindo pessoas que estão em abientes diferentes ao redor de uma mesma mesa.

Diferentemente do que acontece nas videoconferências e nos webcasts, a “telepresença” gera uma imagem virtual capaz de fazer contato visual e sonoro com os circunstantes reais.

Trocando em miúdos: eu tenho uma sala de reuniões, você tem outra. Elas são idênticas e estão conectadas. Eu me sento na minha sala, você na sua. Eu te vejo na minha sala, olho no seu olho e falo com você. Falo também com essa gatinha que está aí do seu lado, minha voz se projeta na direção dela, eu olho para ela. Você, na sua sala, me vê na minha, fala comigo e com quem mais estiver no recinto, olha nos olhos de quem quiser olhar, se dirige a quem quiser se dirigir.

Para jogar esse jogo, eu e você precisamos de banda larga de 10 M/s e de US$ 300 mil, cada um. Nossas imagens telepresentes têm definição duas vezes maior do que o registro em HDTV.

Nada mal. A Cisco vende o produto argumentando que o preço de 300 paus é menor do que os gastos que as grandes multinacionais têm com passagens de avião, hospedagem e outras despesas de deslocamento de seus executivos pelo mundo afora.

Marthin de Beer, vice-presidente do Grupo de Mercados Emergentes da companhia, garante que usar o sistema é facil como fazer um telefonema.


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